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O Mestre de Casamentos da Revista VEJA!

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VÃO CASAR? SIM, MESTRE! - Revista VEJA - 05 de Agosto de 2009Dicas

Misturando religiões em rituais próprios, celebrantes alternativos são requisitados para fazer casamentos "diferentes".  Jornalista Silvia Rogar

Igual, mas diferente. No sempre movimentado e competitivo mundo dos casamentos, esse é hoje em dia o lema de muitos casais. Eles querem uma cerimônia, claro, que tenha votos, troca de aliança e beijo, evidentemente, mas que não seja igualzinha à que todo mundo já conhece. Esta criado o ambiente perfeito para a atuação do celebrante, uma figura que, sem ser juiz, padre, pastor ou rabino, formata e comanda cerimônias "personalizadas". O bom celebrante para acima de crenças e age como se conhecesse o casal de longa data, pontuando suas falas com história dos dois. Pode ser médico, professor de ioga, mestre esotérico, radialista, amigão do noivo ou nenhuma das alternativas anteriores, desde que ofereça postura, boa fala e um ritual convincente. Inicialmente requisitado nas festas de quem já caminhava para a segunda união (ou terceira, ou quarta) e por casais homosexuais, os celebrantes passaram a  ocupar mais espaço na cena casamenteira tradicional do ano passado pra cá. Segundo os mais requisitados organizadores de festas do Rio de Janeiro e de São Paulo, a cada dez casamentos que montam, hoje pelo menos dois são nesse formato.
No leque de opções disponíveis, há celebrantes que se especializaram em nichos, como a carioca Pérola Kaminietz, que conduz cerimônias em que um é judeu e o outro não. De currículo eclético - fonoaudióloga, terapeuta familliar, professora de hebraico e mãe.
Uma vantagem adicional dos celebrantes alternativos é que os noivos podem estabelecer a duração da cerimônia. "Eu não queria lenga-lenga, queria uma coisa bem objetiva", dia a estilista Roberta Tordin, 30 anos, que em Abril se casou com o empresário Aleandro Fortunato, 32, numa fazenda em Itatiba, interior de São Paulo, tendo por celebrante Fredh Hoss. Radialista de profissão, com nome de fábrica de Fred Rodrigues, ele tem oitenta festas agendadas até fevereiro de 2010, e cobre um amplo aspecto confessional. Já fez, por exemplo, uma cerimônia fundindo oferenda de frutas (noiva cigana) com bênção e crucifixo (noivo católico). No de Roberta limitou-se a, como ela pediu, ser breve: preparou uma fala curta baseada na história de vida dos noivos, que aprendeu submetendo-os antes a um questinário escrito. Foi show.

(extraída e resumida matéria da Jornalista Silvia Rogar,  Revista VEJA nacional de 5/8/2009)